Trago comigo
sobras de silêncio
(Desconheço o Autor)

As flores conversavam num jardim.Falavam dos beija-flores que as visitavam todas as manhãs
De certo modo, eles eram um toque de carinho...
E a margarida disse para a violeta: Não podemos esquecer as borboletas
Elas pousam, delicadamente, sobre nossas pétalas no entardecer...
E a rosa falou baixinho: Não há como não falarmos
Do afago dos passarinhos, levam nossas sementes além dos rios
E trazem aos nossos pés um raminho.
Devemos pensar como as flores,
Valorizar todas as pessoas que nos cercam
Cada uma, em sua essência,
Nos doam um pouco de si.

Nós, mulheres, somos como as flores do campo.
Agrestes, silvestres, espontâneas, irrompendo por entre as silvas e ervas daninhas sem que nada as demova de encontrar a luz do sol e sentir a gentil brisa numa carícia constante e generosa
Mas, tal bravura magnificente contrasta com a sua fragilidade cândida, o ritmo acelerado dos dias corrompe os instantes maravilhosos de pura perfeição com que a natureza nos brinda quando uma margarida nos surge a meio do nosso percurso diário.
Nós, e elas, somos fortes e frágeis.
Aquilo a que aos olhos de vós, homens, vos parece tão pouco, é tanto de tanto que nos parte o coração.
Mas vós, de olhos fechados, de coração distraído, não vedes que é na rústica e agreste forma de sermos que vos amamos mais do que alguma vez sonhais, não vedes que nos partem o coração vezes e vezes sem conta e nós mesmo assim seguimos em frente, ao vosso lado.
Pobres de vós, homens de coração distraído, que não vedes a simplicidade do amor que a vossa flor mal regada vos tem.
Cuidem da vossa flor do campo como se do maior tesouro se tratasse, porque o amor dela é o que de mais precioso vós, homens, podereis ter na vossa vida.
(Desconheço o autor)