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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Margaridas


Margaridas

Nós, mulheres, somos como as flores do campo.

Agrestes, silvestres, espontâneas, irrompendo por entre as silvas e ervas daninhas sem que nada as demova de encontrar a luz do sol e sentir a gentil brisa numa carícia constante e generosa

Mas, tal bravura magnificente contrasta com a sua fragilidade cândida, o ritmo acelerado dos dias corrompe os instantes maravilhosos de pura perfeição com que a natureza nos brinda quando uma margarida nos surge a meio do nosso percurso diário.

Nós, e elas, somos fortes e frágeis.

Aquilo a que aos olhos de vós, homens, vos parece tão pouco, é tanto de tanto que nos parte o coração.

Mas vós, de olhos fechados, de coração distraído, não vedes que é na rústica e agreste forma de sermos que vos amamos mais do que alguma vez sonhais, não vedes que nos partem o coração vezes e vezes sem conta e nós mesmo assim seguimos em frente, ao vosso lado.

Pobres de vós, homens de coração distraído, que não vedes a simplicidade do amor que a vossa flor mal regada vos tem.

Cuidem da vossa flor do campo como se do maior tesouro se tratasse, porque o amor dela é o que de mais precioso vós, homens, podereis ter na vossa vida.


(Desconheço o autor)